Na época joanina realiza-se a dança do bastão, executada pôr casais ( marido e mulher na vida real ) . A roda, formada pôr eles, tem ao centro um dançador portando um bastão enfeitado com franjas coloridas.
Um pequeno conjunto instrumental, composto pôr concertina, pandeiro, triângulo e apito, inicia o acompanhamento com a marchinha de abertura. À semelhança do condutor da dança da quadrilha, o dançador ao centro da roda ordena a movimentação: 'caminho da roça' , 'olha a cobra no caminho' , 'tropeça no cipó', e, de repente, agita o grupo que já se encontrava em expectativa, gritando:
"cavalheiros, atenção! Três damas à frente!" ( quatro ou cinco como desejar ) . No momento da mudança solta o bastão e corre para apanhar uma dama. Normalmente, a confusão se estabelece e quem não conseguiu par vai para outro centro, pega o bastão e prossegue o comando.
A dança se insere no tipo de roda, com elemento fora do esquema, à espera da oportunidade para formação de par, a exemplo do vilão de lenço ou vilão de mala. Como característica peculiar, a presença de dois bastões de comando, um para o homem e outro para a mulher, visto que a escolha de quem vai ao centro pode recair sobre um ou outro.
Trazida pelos primeiros imigrantes do Tirol, integrou-se à cultura popular do Espírito Santo através das frases de comando no linguajar próprio do meio rural e da indumentária - a da gente do campo.
O chapéu dos homens é ornado com fitas coloridas; as damas usam vestidos de babados e fitas e ramos de flores na cabeça.