
A dança das fitas ou pau-de-fita, tipo primitivo das danças mágicas, era realizada em redor de uma árvore sagrada que, reverdecendo na primavera, surgia como símbolo da vida e de fertilidade.
É encontrada em várias culturas européias e americanas. Pôr ocasião da conquista os espanhóis a viram no México interpretada pelas indiazinhas. Foi dança dos maias, como revelam as pesquisas arqueológicas; seus descendentes ainda a preservam na península do Yucatán, apresentando-a à chegada da primavera. Os mexicanos a inserem em grupos carnavalescos, os dançadores vestindo a antiga indumentária indígena. Entre os bascos é denominada espatadanza, numa possível reminiscência do remoto elo vegetal.
Trazida pelos portugueses, com o nome de dança das tranças, estendeu-se a todos os estados, com denominações diferentes; ora se liga a outra dança ou folguedo.
Conta de uma roda de dançadores bailando em torno de um mastro, de cujo topem descem fitas coloridas, dispostos aos pares, cada participante segura a ponta de uma fita e, ao som de um pequeno conjunto instrumental , se desenrolam as evoluções, resultando no trançado do mastro. Modificado o movimento, a trança se desfaz. Uma outra forma do desenho é a rede de pescador, parte da trança no mastro e parte fora dele, suspensa, à maneira de uma rede.
No Espírito Santo, independente ou ligada a outra manifestação, embeleza os programas festivos, com acompanhamento de acordeão, violão, pandeiro, cavaquinho. Adultos ou crianças, em números correspondente ao das fitas ( seis a vinte ) , formam a roda de dançadores, vestindo-se singelamente como gente do campo, continuando uma prática tradicional da região.