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Tambores de Jongo - I Desfile da Identidade Capixaba - 2008
Os Congressos Brasileiros de Folclore nasceram como uma conseqüência quase natural do crescimento da Comissão Nacional de Folclore, entidade criada em atenção a um apelo da UNESCO, em 1946.
Realizados desde a década de 50 do século passado os Congressos, marcaram definitivamente um campo e um espaço próprio de pesquisa, de referência e de interpretação da cultura popular brasileira.
Ainda hoje, tanto nas políticas públicas contemporâneas de proteção ao folclore aplicada por estados e prefeituras, quanto nos documentos finais de encontros de mestres e pesquisadores, como os Seminários de Políticas Públicas para as Culturas Populares, realizados pelo MINC[i] em 2005, é recorrente o retorno às mesmas temáticas, políticas, conclusões e sugestões levantados pelos Congressos de Folclore.
Temas como a compreensão e estudo destas manifestações como patrimônio cultural e não apenas como produto de mercado, a necessidade de políticas específicas de proteção e preservação, dentre as quais a introdução do tema na educação de maneira universal e transversal, bem como a defesa de parâmetros para as atividades econômicas do turismo e do entretenimento com sua tendência para espetacularização e padronização dos fatos folclóricos aludidos no limiar do século XXI, já estavam presentes desde a década de 50, nos Congressos Brasileiros de Folclore.
Além de identificar e antecipar temas e agendas, bem como políticas públicas para a cultura popular, os Congressos conseguiram, sobretudo, a institucionalização dos estudos do folclore no Brasil, o que sem a concorrência dos encontros dos pesquisadores, poderia jamais ter acontecido.
Assim o XIV Congresso, na sua agenda busca ser fiel a este perfil histórico, ciente da importância destes certames políticos e científicos na configuração de um espaço de debates e reflexão da sociedade civil sobre a cultura popular brasileira.
[i] Carta das Culturas Populares, documento final do I Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, de 23 a 26 de fevereiro de 2005, bem como do II Seminário de 14 a 17 de setembro de 2006, ambos em Brasília organizados pelo Ministério da Cultura.